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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Vamos lá falar (ou tentar) de liberdade de expressão

As ideias assoberbam-se-me à mente como miúdas histéricas num concerto do Justin Bieber. Quero encontrar um fio condutor e civilizado para falar deste tema, mas é-me difícil.

É, porque devíamos todos compreender o que realmente é isto da liberdade de expressão, até porque nos foi sonegada durante tanto tempo, mas infelizmente não é isso que acontece.

Não vou dizer todos, porque ainda há pessoas civilizadas e instruídas à face do planeta, mas os mentecaptos continuam a achar que, porque lhe deram a liberdade de dizer toda a merda que lhe vem à ideia, ganharam o direito de abafar e calar os outros porque: a) dizem alguma coisa com que não concordam; b) dizem alguma coisa que foi proibida por uma qualquer instância divina que ninguém conhece.

Estas pessoas, normalmente sentadas atrás de um computador e munidas de um teclado, assaltam redes sociais, blogs, revistas online, o que for que tenha uma caixa de comentários, e descarregam o seu veneno e a sua verdade absoluta sobre aqueles que cometeram o crime de proferir a sua opinião.

Podemos achar que essa opinião, que essa piada, que esse texto, são até impróprios ou incorretos. Podemos saber que não o faríamos. Mas a pessoa tem de ter a liberdade de ser estúpida.

Como diria o RAP, as pessoas hoje em dia têm demasiadas sensibilidadezinhas. Afetam-se com tudo e com todos e se as coisas não correrem a seu bel prazer fazem baixar sobre os outros um qualquer inferno para o qual, esses "os outros" se estão muitas vezes a borrifar.

Quando isso não acontece criam-se guerras virtuais e inventadas entre pessoas que nunca tiveram um desentendimento.

Lembro-me de há tempos ter havido uma graçola que o Raminhos fez com o Quaresma. O Raminhos fez uma piada totó com uma foto que o Quaresma pôs no Facebook. O Quaresma fez a coisa certa, respondeu na mesma moeda gozando e bem com o Raminhos, e quando pensávamos que a coisa tinha terminado porque cada um deu a sua laracha, vem um rol de gente que não conhece nenhum dos dois, tomaram posição de um deles e vai de ofender a pessoa e de dizer que “não tinhas nada de te estar a meter com o rapaz”.

O trabalho do Raminhos é fazer humor. Não é infligir dor. Gozou, foi gozado. Ambos foram crescidos e tiveram capacidade de encaixe. Tiveram lugar a ser idiotas – que também é um direito – e seguiram à sua vida.

Agora, quem são estas pessoas para mandar calar alguém.

São mentecaptos que ainda não perceberam que no dia em que não houver liberdade de expressão para uns, eles também vão ter de se calar.

Mas lá está, o umbigo é tão maior que o cérebro que torna muito difícil pensar.

 

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