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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um engano o tanas!

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Estava na dúvida se havia de escrever sobre os óscares. Não vi a maior parte dos filmes e o único filme premiado que vi foi o Zootopia. Não, não tenho 10 anos. Só tenho um filho pequeno.

Acordei de manhã para saber que mais ou menos todos os óscares foram entregues como se tinha preconizado com exceção do melhor filme. Quer dizer, numa primeira instância tinha sido como preconizado e depois já não tinha sido. Afinal houve um engano.

Eu, que nem sou pessoa dada a grandes teorias da conspiração, tenho para mim que isto foi tudo mais do que pensado.

Senão vejamos.

O melhor fica sempre para o fim, certo? Por isso o melhor filme é o último prémio a entregar. Ora para a entrega deste prémio escolhem um velhote que, ainda que possa ter sido muita coisa no seu tempo, hoje está mais para convidado das tardes da Júlia que para cerimónias noite dentro. Tenho para mim que devem ter acordado o senhor meia hora antes para ir entregar o prémio.

Dão-lhe dois envelopes e mandam-no para o palco.

Porque raio lhe dão dois envelopes? Sim, porque havia um onde ele leu “Emma Stone, La La Land” e depois havia outro que o senhor meio careca lhe tirou da mão de forma furiosa e que mostrou para todo o publico.

Ou há aqui alguma coisa que me escapa, ou deram ao senhor 2 envelopes. Senão de onde raio saiu o envelope correto?

O velhote ali, a mostrar os dentes melhores que os da Maló, sem saber bem o que se estava a passar e a pensar que o melhor era trazerem depressa a sua egiro para dar de frosques dali o mais depressa possível.

No meio disto um apresentador que não sabia bem como fazer pouco da situação e um publico atónito com tudo aquilo.

 

Estamos a falar de uma cerimónia aguardada por 12 meses. Há quem celebre mais os óscares que o Natal e querem dizer-me que cometem um “erro” destes sem querer. Que foi um mero erro.

Especialmente quando faz vencer um filme que é sobre, deixa cá ver, um jovem negro, pobre e homossexual.

Cheira a combate Trump.

Cheira a aumento de audiências.

Cheira a mensagem política.

(não critico, tudo o que mande o Trump abaixo eu sou a favor)

Atenção, não vi nenhum dos dois filmes para achar que um é melhor que o outro ou para aferir que não merecia ganhar. Ao que gosto de musicais para mim está certamente bem entregue. Mas é uma coincidência dos diabos.

Não é uma coincidencia ter ganho o Moonlight, é uma coincidencia haver todo este espalhafato, este erro, logo para dizer que afinal não foi o musicalzinho encantador a ganhar e em vez disso um filme pesado e sobre tudo o que o outro senhor é contra. É isso que acho que está mal contado.

Todos sabemos que a classe artística dos EUA detesta o Trump (aliás eles e não só, eu estou desejosa para que corram com aquele senhor que se parece muito com um desenho animado…e com um pássaro que existe mesmo).

Mas coincidência?! Hummm, não me parece.

Quantos de nós se lembram de quem venceu melhor filme no ano passado, ou no ano antes desse? Querem apostar comigo que para o ano toda a gente se vai lembrar que foi o Moonlight?

Lá está.

Eles fazem filmes. Os melhores filmes. Têm os melhores atores e os melhores argumentos. Engendrar uma destas é, como diria o Jesus, Peaners.

 

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