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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Balanços, resoluções e projectos

Estamos a chegar ao fim de mais um ano e é preciso parar alguns minutos para meditar sobre o que foi, o que é e o que queremos que seja.

Por isso cá estou eu, neste momento de reta final a fazer uma análise acutilante do ano que passou e a visualizar o futuro como ninguém.

 

Balanços

O ano de 2017 é aquilo a podemos chamar um ano do caralho. Teve 365 dias, o que é uma coisa nunca antes vista. Encheu-se de semanas e, ao contrário do que vinha a acontecer nos ultimos 2016 anos, teve 12 meses e 4 estações. As 4 estações parecem estar num sistema de greve ou lá o que é, porque já só parecem haver 2. 

Todos os dias tiveram manhã e noite, o que, se pensarmos bem é um privilégio, porque lá os desgraçados do Alasca mamam com semanas inteiras em que é de noite.

Ao contrário do que as estatisticas indicam, se estou a escrever isto e se estão a ler a missiva, conseguimos manter-nos vivos, o que, por si, é um feito Sim Senhor!, porque com a quantidade de pessoas que morrem ao segundo com AVC, Cancro, acidentes de viação e por aí fora, seria de esperar o contrário.

Cá por casa, nós, os mais velhos, continuamos com as nossas maleitas de merda, resultado evidente da puta da idade. Os putos continuam marados da mona e os cães por cá andam. O Truvão com as suas 3 patas e a Blue com 2 olhos, um no focinho e outro no cú.

Por isso o balanço é para lá de positivo. Repleto de...coisas.

 

Resoluções

Mandar construir uma casa com: 15 quartos, 7 casas de banho e 5 piscinas.

Crescer mais 20 centimetros.

Ser uma angel da Vitoria Secret.

Escrever um livro best seller do New York Times.

Continuar nesta minha vida fabulosa de blogger e mãe.

Em resumo se é para pensar em coisas já me comprometi mil vezes e nunca cumpri, ou seja merda que não vou levar a cabo, mais vale pedir a sério. Se não me engano é esse o objetivo.

 

Projectos

O maior projecto para 2018 é manter-me viva, o que, neste mundo louco, cada vez mais parece ser um desafio filho da mãe.

O segundo maior projecto é manter a minha sanidade mental nesta casa de malucas em que vivo.

O terceiro maior projecto é conseguir manter-me empregada, apesar que me apetecer ir viver para a aldeia e começar a vender alperces no mercado e a ordenhar vacas pela manhã. Afinal se há coisa a que estou habituada é a gado.

 

E é isto, que venha a meia noite, aquela hora que tudo explode e o mundo começa de novo, onde vemos luzes e coise e a vida muda mesmo buedesde radicalmente. Estou ansiosa por ver 2018, quantos dias terá?, quantas semanas?, será que vou para o mesmo emprego?, ainda haverá Pai Natal em Dezembro de 2018?. Ahhh, a beleza da surpresa.

Feliz Ano Novo!

 

 

Fui para marcar uma consulta de Reiki...

...e a senhora vai de me dizer que a energia do cosmos lhe entra pela cabeça.

Eu faço cara de quem não sabe de que se trata essa tal energia do cosmos. A única que conheço é da EDP.

Lá a senhora - muito simpática por sinal - me diz que é a energia do Universo que lhe entra pela cabeça adentro. E eu, eu pergunto-se se ela usará tanta energia para ligar os eletrodomésticos de casa.

- Como é que isto funciona?

- A senhora deita-se aqui e eu vou limpar as energias negativas pelo poder da imposição das mãos.

Até aqui pareceu-me bem.

Mas depois já havia Tarot à mistura.

E até me mandavam o Reiki para casa se eu não me desse jeito ir à consulta.

Fiquei atarantada, como é que a mulher me mandava a energia sem saber bem onde estou? Como é que chegava a mim? Dar-lhe-ia as coordenadas GPS e a energia cósmica dava comigo.

Pareceu-me um bocado de invenção ao dinheiro. 

Mas vamos a ver e ainda é coisa de ultima linha.

A nova coleção do LIDL, by Heidi Klum...

...fica mesmo bem nela. Nas fotos.

Porque quando a gente pega naquilo para experimentar percebe logo que vai ficar com o mesmo ar pobre de sempre.

Com preço de cada peça nem sei o que se conseguia comprar na Primark com o mesmo dinheiro e pela mesma qualidade.

Mas a Heidi diz que é lindo assim. E então a malta compra.

Vai ser uma enxurrada de Heidis nesse Portugal afora.

Felicidade interdita

Descobri hoje que nos próximos 20 anos não terei direito a ser feliz. Ou isso ou tenho de descobrir uma formula que ninguém conhece.

Atão não é que a chave da felicidade está em dois "s"?!

Pois é: sexo e sono. 

A felicidade está assim apenas ao alcance de jovens sem filhos, de casais de meia idade que os mandaram para o colégio interno e de reformados, com ou sem placa, com fracas erecções, mas com muito tempo para esperar que o comprimido faça efeito.

Se tudo correr bem sem enfartes do miocárdio.

 

Vamos lá a ver uma coisa

Primeiro prometeu perder. Depois prometeu falhar. Agora garante que vai falhar todos os dias.

Aí filho! Já estavas a caminho da pensão Américo com a mala às costas.

Todos os dias? Nem sexo, que não há pachorra, quanto mais falhas!

 

Não há pôr do sol que me valha

Quando estou em baixo gosto de vasculhar pelo facebook. Não ando à procura de gatinhos, porque me fazem lembrar que tenho de limpar a caixa imunda dos meus. Não quero ver cãezinhos, porque me lembrar que tenho de ir passear os meus e não me apetece nada, porque encontro sempre vizinhos chatos e fico ali a papar com aquilo dois quartos de hora. Não é por causa dos bebés, porque eu vejo fraldas com cocó e noites mal dormidas naqueles sorrisos sem dentes.

Gosto de procurar aquelas mensagens que devem dar alento, daquelas que dizem que a vida vai correr como uma brisa, basta aguardar pelo momento certo, mesmo que vás ser abalroado por um camião dentro de vinte minutos.

Em resumo, e verbalizando aquilo que ninguém diz: frases de merda. Frases que as pessoas papam e repassam entre elas como a batata quente da sapiência.

Leio-as e parto-me a rir. Tudo depende de como olhamos para as coisas.

Hoje não vi nenhuma boa que chegue. Deve querer dizer que o Q.I. médio do dia 05 de Setembro de 2017 é superior à média.

 

...juro que não entendo...

Hoje saí à rua e dei de caras com o vizinho. O moço passeava-se na rua sem qualquer pedaço de tecido a cobrir-lhe o tronco. Sorriu-me. Pareceu-me que lhe caiu em ideia que gostei do que vi.

A mim ocorreu-me que se parecia muito com as minhas folhas de rascunho do trabalho. Todo cheio de gatafunhos desconexos que nem eu entendo.

São gostos.

O meu avô Anibal

Está tudo cheio de enxoframento por conta das baboseira que o Cavaco disse do Marcelo. É fazerem o mesmo que eu faço quando vou ao lar visitar o meu avô, ele desata a falar mal do Clementino, alegando que o velhote de arrastadeira lhe rouba a medicação e que se faz doente para ter as atenções da Cláudia Francisca, que é a enfermeira de serviço.

O meu avô tem um certo carinho pela Cláudia Francisca, é loura e o decote é, digamos que, complicado de descrever.

Quando nos sentamos no jardim e ele começa a moer ideias faz sempre isso. Eu digo-lhe:

- Tá bem avô, tá bem! Deixe lá isso. Pronto chuche aqui estes chocolatinhos que lhe trouxe.

Ele esquece-se do Clementino e malha os chocolates.

Não se fala mais no assunto.

É fazer o mesmo com o Cavaco. Afinal de contas houve uma altura em que todos duvidávamos que ele ainda fizesse parte do mesmo mundo que nós. Os vivos.

 

Noto que quando escrevo aqui não tenho personalidade jurídica, sendo o meu corpo possuído por um cartoon de má língua.

Mais acrescento que não tenho nenhum avô no mundo dos vivos pelo que, a estar enfaixado num lar, só se for num espaço em condições que Deus Nosso Senhor tem no Reino Eterno.

 

Alerta vermelho

Ao que parece há fortes probabilidades de haver um ataque terrorista em Lisboa hoje. Está visto que não posso ir à Primark nem à Casa das Bifanas. Estão sempre cheias. Numa no outro dia havia mais gente do que na Baixa, e só à volta dos cabides dos saldos. O tuga enlouquece com camisola as 2 €. No segundo é a fila, que a bifana é chicha de porco fina que fica a marinar e demora a passar p'a frigideira.

 

De qualquer modo quero acreditar que é só fogo de vista, porque isto nós já estamos habituados a terror mas é outro tipo de terror: é o terror do salário mínimo, é o terror dos empregos precários, é o terror dos Bancos que se finam e nós alombamos com as dividas, é o terror dos submarinos que se calham a ir ao fundo só metem água.

 

Eu espero que os terroristas tenham dó de nós que com tanto terror só nos faltava mais essa de se arrebentar um gajo na rua.