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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Só porque vem aí a Páscoa

Estamos em época de Páscoa e tudo quanto é espaço comercial já está carregado de amêndoas e coelhos e ovos e o diabo a quatro coberto de chocolate e açúcar. Sim, porque apesar de o mundo andar às avessas parece que andamos numa festa permanente, a vida não volta ao normal e depois há uma altura em que se dá um acontecimento. Nada disso, neste momento começam a aparecer enfeites de natal no final de Outubro, saí o natal entra o fim de ano com as lantejoilas e os apitos e as fitas e as resoluções e as agendas (umas preenchidas para a pessoa poupar trabalho e outras ainda por preencher, logo mais libertadoras do espírito criativo) e coise e tal. Saí o ano novo e logo depois da ressaca e da conclusão de que afinal não se chegou à terra prometida porque se mudou o numero com que se escreve a data e que a vida continua na mesma cepa torda de sempre, chega o dia mais deprimente do ano. Estranho logo no mês em que toda a gente está ainda cheia de forças por causas das resoluções, dá-se-lhe com o dia mais deprimente. Provavelmentes é por causas que as resoluções não dependem da mudança de ano, mas da vontade da pessoa e essa não tem dia para começar, ou se tem ou não se tem. Tstá!?

Acaba o dia mais deprimente com o encafuar de fatiotas de carnaval pelos olhos adentro de uma pessoa. Gosto particularmente das fatiotas piquenas porque são mesmo boas para o clima quente que se vive em Portugal em Fevereiro.

Ainda o Carnaval não arrefeceu já estão os senhores do hipermercado a trocar os fatos baratos de carnaval – que só ficam mesmo giros depois de uma bela garrafa de vinho a martelo – pelas amêndoas e os coelhos e os ovos e coise.

Até há bem pouco tempo perguntava-me porque raio havia de haver um coelho e ovos de Páscoa. Toda a gente sabe que o coelho, apesar de ser uma animal fofo que necessita urgentemente de aparelho ortodôntico para lhe pôr p’a dentro aquelas favas grandes, é um bicho que é mamífero e que não põe ovos. Versada que sou na mais profunda investigação fui ao Google e encontrei na Wikipédia a resposta. Agora já sei porque é que há ovos e coelhos e coise. E não, não vou esclarecer neste post, porque isto não é um blog de explicações e este post não é para deixar ninguém mais elucidado de nada. Serve apenas para meu próprio gáudio. Para além disso quem está a ler esta maravilha literária terá certamente acesso ao mesmo motor de busca que eu e pode pesquisar por si, verá que é bem mais divertido.

No meio disto tudo vejo apenas despesas e um tremendo atentado ao meu esforço desumano em estreitar o tamanho do meu lombo. Porque uma pessoa sofre de coisas como os nerves e o TPM e mais algumas cenas que não se me ocorrem e que passam por via da administração de chocolates forte e feio.

Depois vou comprar os bifes para o jantar e tenho de passar quase a correr pelo corredor principal, assim de olhos fechados e ombros encolhidos, numa ânsia permanente de chegar ao fim.

Faz-me sempre lembrar de quando andava na escola e jogávamos ao corredor da morte. Só que desta vez no lugar dos calduços há chocolates.

E é isto.

É feriado. Ninguém vai ler. E ainda bem porque isto não serve para nada.

Boa Páscoa! Com muitas amêndoas e chocolates, não há nada como 2 dias sem comer para resolver o impacto que isso tem na praia.

 

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