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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Retratos de vida alheia #3

Os pratos comportam comida que chegue para alimentar uma aldeia com fome. Não se vê a cor da loiça porque está coberta por uma mescla de alimentos que em nada condizem. Uma vontade de deglutir todos os elementos proibidos à conta do fato de banho comprado dois números abaixo.

Eles trazem pão com manteiga e fruta. Uma sopa ao almoço antes do peixe grelhado. Afinal de contas têm de manter a barriga lisa depois dos 4 dias que passam no ginásio. Sempre têm na ideia as miúdas nórdicas que lhes passam pela frente, tão diferentes das pernas carregadas de celulite das noivas. Aquelas cujas neuras aturam há mais de 3 semanas, tudo à conta do biquíni 2 tamanhos abaixo. Cabrão do biquíni que havia de lhes caber como cabe na moça da fotografia. E elas comeram toda a alface que precisavam. Encolherem-se numa manhã depois de dois dias a sopas e água. A barriga lisa da fome.

Hoje, enchem o prato com os bolos e os ovos escalfados. O pão com manteiga e os croissants. À praia chegam com o ventre dilatado, as tiras do biquíni dois números abaixo cravadas na carne. Pavoneiam-se com a imagem do provador, aquela que estava toldada pela fome, tal como a barriga estava lisa de tão vazia.

E eles lá andam. Afinal de contas uma tem de ser para casar, para procriar, para cuidar da velhice. Para que possam ir de férias com a família em velhos. Para que tenham netos. As outras para gozar nos tempos livres, nem que seja na imaginação. Afinal de contas também os galanteiam com os olhos.

As doidas das nórdicas.

 

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