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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Obrigada

Uma pessoa é pobre e naturalmente encolhida ao fundo de uma sala. Uma pessoa nunca é tida nem achada para nada. Ou quase nunca, porque quando a merda se instala lá aparece o nome de uma pessoa à baila: normalmente para limpar.

Uma pessoa anota umas coisas saídas das entranhas. Uma pessoa tenta fazer umas crónicas polidas e umas historiazinhas encantadas para fugir à crueldade dos dias. Mas a pessoa cansa-se porque a vida não é assim: feita de sorrisos e algodão doce. O algodão doce da vida é como as feiras a que íamos em crianças, encantadas porque nada sabíamos da vida, aparecendo uma vez ou outra ao ano.

Anoto sentimentos muitas vezes viscerais, destravados; tantas vezes amarfanhados no âmago do meu ser, aquele que tem de agir com o politicamente correto. O que tem de dizer “bom dia e obrigada”, quando o que queria aventar era um “vai para o caralho que te foda!”

 

Hoje alguém disse que gosta do que escrevo. Porventura alguém que conhece a vida pela sua face menos dourada. Não sei. Agradeço apenas, ter disso achada para alguma coisa por bons motivos.

 

Cá coisas minhas, cá beijinho!

 

p.s.: os novos visitantes apanharam-me um pouco com as calças na mão, assim a modos que a sair da casa de banho...considerando o âmbito escatologico do ultimo post.

 

 

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