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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

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O senhor político e os ciganos

Se me perguntassem ontem quem era o André Ventura diria “não sei, é o homem do talho? Ou o senhor do minimercado ao fim da rua?”. Sou naturalmente desligada da política, parece-me sempre a mesma coisa, uma espécie de carrossel que está sempre a andar à roda…só muda a cor do cavalo.

As noticias, essas vejo. Gosto de saber como vai o mundo. E vai de ver as noticias e dar com o moço André Ventura. Ao que parece não lhe agradam os ciganos, parece que o rapaz lá se lembrou de afirmar que vivem de subsídios. Parece também que agora ninguém o apoia e todos criticam a sua critica a esta etnia. Até porque toda a gente fala sempre bem da etnia cigana.

Fica-lhe mal sim senhor! Que um homem de gravata tem de escolher melhor as palavras e medir bem impactos. Pois que afastar votos é coisa que nenhum político quer.

Lá está, não me lembro é de ver nenhum cigano nas urnas. Mas lembro-me da história que contavam da Maria Alice, que trabalhava na Segurança Social de não sei bem onde. A Maria Alice que encontrou a família toda de um grupo de pessoas que a ameaçou, a ela e à família, caso não passassem os papeis. Lá está, ouvi a história, sei lá se é verdadeira. Era uma história.

O que sei é que há pessoas boas e pessoas más. Elas há de qualquer etnia, de qualquer cor. Há pessoas boas em bairros precários, não são todos ladrões. Até há pessoas más em bairros caros. Em ruas do mais fino que há. Veja-se aquele senhor bem penteado, não me lembro bem do primeiro nome, mas acho que trabalhava num banco, ou tinha um banco, qualquer coisa assim. Diz que tem milhões numa conta lá fora. Milhões que estamos todos a pagar. Quantas prestações sociais valem esses euros todos? Nem sei, pouco percebo de contas.

É pena que o moço André só tenha falado desta etnia, gostava de saber o que pensa da etnia política, essa classe tão honesta que recebe pensões vitalícias depois de poucos anos sentados numa cadeira a bater palmas às considerações dos camaradas de partido.

Lá está, são umas etnias a falar mal de outras.

Diz o rapaz que a "verdadeira descriminação é permitir que alguns não cumpram a lei". Tem razão. Mas depois lá está, então e as leis que são feitas para favorecer. E o outro senhor do outro banco que há de falecer antes de ouvir uma sentença. Ele há de gozar bem os milhões e nós cá andamos a pagar.

Se calhar é melhor o senhor André para a próxima falar apenas de pessoas boas ou pessoas más. Parece-me que se formos por etnias a coisa fica esquisita.

 

Ah, a beleza do silêncio.

 

 

 

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