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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Fora de horas #64

Continuando num registo escatológico.

 

Não entendo porque raio as mulheres vão aos pares à casa de banho. Sou mulher e não faço questão de me fazer acompanhar por ninguém quando faço o que a natureza me pede.

Não consigo entender porque conversam as pessoas de cabine para cabine enquanto fazem o que a natureza pede. Ali uma conversa produtiva com o jato de água a sair-lhe por entre as pernas. Faz-me confusão.

Não entendo porque raio há pessoas que levam o telemóvel para a casa de banho. Obrigando os outros a conter-se e a ouvir as suas conversas acompanhadas do som de cocó a cair no fundo da pia. Não as incomodará que ouça quem está do outro lado da linha?

Não consigo entender porque param ao pé dos lavabos a conversar quando há tanto sitio onde o fazer. Há pessoas que querem fazer coisas que gostariam de manter só para si, mas na impossibilidade de ir a casa para o fazer têm de se sujeitar a aliviar-se num espaço quase publico. Separado apenas por uma placa de contraplacado.

 

Sonho com o dia em que estão as cabines todas ocupadas. Em que se espera que saiam as tagarelas e alguém dá o mote.

“Largar!”

Dá-se um momento de alivio coletivo. Dejetos que fazem caem sobre a água nefasta da sanita, urina que se liberta com um aaaahhhh de alivio, flatos contidos e sonoros que saem num som que se assemelha à mais bela zundapp.

 

É assim, à falta de matéria melhor, fala-se de todo o mundo que uma casa de banho num edifício empresarial pode ser.

 

Em resumo merda minha boa gente, merda.