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Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Um quarto para as nove

Para entreter uns minutos do dia

Fora de horas #53

Ainda não tinha apanhado um/a revoltado/a. Hoje calhou-me apanhar um/a revoltado/a que atira p'a parvo/a. E eu, retiro-me dos meus afazeres para me dirigir a tal pessoa porque tenho uma aptidão especial para exorcizar demónios parvos do corpo das pessoas. Ou isso ou não gosto que venham limpar os pés porcos no tapete do meu estabelecimento.

Não gosta? Não concorda? Então virai costas e ide à sua vida, deixar a quem agrada ler e a quem escreve a liberdade de o fazer. Diz que já há uma porrada de anos que nos foi dada essa benesse.

É aquela coisa de as pessoas não terem a capacidade de estar caladas e de respeitar opiniões diferentes das suas. Então vai de escarafunchar nas mais pequenas e ínfimas merdas para arranjar com que implicar, só porque o outro deu um peido cujo odor não lhe agradou.

 

Ao meu post de ontem (que ainda se encontra em destaque - obrigada Sapo - you rock), cujo único objetivo é falar do facto de não concordar com esta coisa (chamemos-lhe assim) de estar a acusar os pais de negligentes e da minha visão sobre este tema da vacinação, recebo um magnifico comentário.

Não, não vale a pena procurar a frase no post, esta pessoa deu-se ao trabalho de ler todos os comentários e respostas e encontrar uma frase, escrita com teor mais cómico porque estava em conversa com outro blogger, para dizer assim, atente-se à pérola:

 

"Quer viver neste país leva as vacinas e mai nada! Assim não há pão pa malucos e não põem em risco os filhos dos outros."

Que admirável mundo novo que propõe. Também acho que quem não tem disponibilidade não devia ter filhos (e que tal ser obrigatória a esterilização?), quem não tem dinheiro para os sustentar não os devia ter, quem dá guloseimas excessivas e tem filhos obesos, também devia ser responsabilizado. Ah, já agora, quem tem cancro do pulmão e foi/é fumador, também devia pagar os tratamentos oncológicos e por aí fora. Mas não vamos julgar ninguém, tá?

 

Eu estive para responder ao comentário, mas gostei mais da ideia de fazer um "Fora de Horas" com isto, sendo o meu dispêndio de tempo uma espécie de prémio para o mais parvo a oferecer a este comentário.

O que tenho então eu a dizer?

Ora abride bem as orelhas que vem música de qualidade. Xotótó, som na caixa faxavori.

 

Sr ou Sra de nome Aldous e que não me permite conhecer o seu género. Este blog é da minha autoria e deve refletir os meus pensamentos, não os seus, não foi convidado/a a cá vir e pode sempre ir à sua vida. Há certamente muitas pessoas com a sua opinião.
Não sou a favor de julgar os outros sem saber. Não sou a favor de penalizar os pais por terem tomado uma opção que, na minha opinião não é a mais acertada, mas compreendo que tentaram fazer a melhor escolha para a sua filha. É isso que reflete o texto que a sua pessoa desconsidera completamente procurando raivosamente uma única frase nos muitos comentários deste post para poder destilar o veneno que tem dentro de si. Nenhuma das outras coisas ditas lhe deu interesse.
Na minha opinião o senhor/a é igual a todas as pessoas que acusam os pais desta criança sem informação, com a única diferença que acredita em coisas diferentes destas pessoas.
Para viajar para determinados países é preciso comprovar que se tomaram as vacinas obrigatórias. Posto isto, porque não exigir que seja obrigatória a toma de vacinas mínimas cuja validade está mais do que comprovada?! Casos de alergia ou situações de risco comprovadas podem e devem ser documentadamente dispensadas. É uma possibilidade aberta para discussão. Não lhe agrada?! Tenho uma novidade para si. O mundo não gira à sua volta.
Quanto às comparações que faz, para mim são demonstrativas de ignorância porque uma coisa é a opção que uma pessoa faz para si próprio e que pode apenas prejudicar-se a si e aos seus. A obesidade não se pega. A não vacinação pode levar ao que temos hoje, num país que não tinha 1 único caso de sarampo sendo a doença considerada como erradicada, tem agora mais de 20 casos.
Podia perguntar-lhe se compreende, mas pelo raciocínio elaborado do seu comentário depreendo que não!

Melhores cumprimentos e não volte, não me parece que faça falta.

 

Arre, que uma pessoa já não chega encontrar gente parva no dia a dia ainda tem de levar com isto no mundo virtual. Não há pachorra!

 

 

 

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